sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Nécton

O nécton inclui todos os animais capazes de se moverem independentemente das correntes oceânicas. A musculatura, o sistema nervoso, a visão, bem como o sistema nervoso apresentam-se mais desenvolvidos do que em outros organismos filogeneticamente semelhantes não nectônicos. Sua capacidade de locomoção lhes permite perseguir presas, fugir de predadores, bem como realizar grandes migrações. Assim não estão restritos a uma determinada área, ocupando toda a coluna de água. Estão incluídos no nécton a maioria dos peixes adultos, os moluscos cefalópodes como lulas e polvos, mamíferos marinhos, répteis marinhos e grandes crustáceos. Um grande número de aves são também incluídas no nécton.
Os peixes representam os principais organismos desse grupo. Eles perfazem mais da metade das espécies de vertebrados vivos descritos. Das cerca de 25.000 espécies descritas atualmente 15.000 são marinhas, incluindo aí as espécies que conseguem se mover pelos dois ambientes, o de água doce e o de água salgada. (Biologia marinha, 172)
Por possuírem grande diversidade morfológica, os peixes podem ser encontrados em todos os tipos de ambiente, tais como recifes de coral, estuários, lagoas costeiras, cânions submarinos, e em profundezas abissais. O peixes podem ser divididos em três grupos taxonômicos:
- Agnathas: Os mais primitivos que surgiram a 550 milhões de anos e hoje compreendem 84 espécies. Um exemplo de organismo desse grupo são as lampréias;
- Chondrichthyes (peixes cartilaginosos): Também é um grupo primitivo que surgiu a cerca de 450 milhões de anos. Atualmente compreendem 850 espécies. Fazem parte desse grupo os tubarões e as raias.
- Osteichthyes teleósteos: São os peixes mais evoluídos, surgiram a cerca de 200 milhões de anos atrás na época de surgimento dos mamíferos. É o grupo que possui o maior número de espécies, sendo muitas de grande importância econômica como as sardinhas, anchovetas, atuns, bacalhaus, merluzas etc.

Em biologia marinha e limnologia chama-se nécton ao conjunto dos animais aquáticos que se movem livremente na coluna de água, com o auxílio dos seus órgãos de locomoção: as barbatanas ou outros apêndices.
Fazem parte deste grupo os peixes, a maioria dos crustáceos, os mamíferos marinhos e outros - pelo menos quando adultos, uma vez que as suas larvas podem ser planctónicas.
Os organismos nectónicos podem ser:
  • pelágicos, quando passam a maior parte do tempo - pelo menos durante uma fase do seu ciclo de vida - na coluna de água, sem terem um contacto permanente com o substrato; ou
  • demersais, quando passam a maior parte do tempo - pelo menos durante uma fase do seu ciclo de vida - em contacto permanente com o substrato.
Do ponto de vista da alimentação, os organismos nectónicos podem ser herbívoros, carnívoros (normalmente predadores), comensais de outros organismos ou detritívoros.
Do ponto de vista da reprodução, os organismos nectónicos podem apresentar qualquer tipo de estratégia reprodutiva, desde a monoicia, podem ser ovíparos, vivíparos ou ovovivíparos, apresentar ovos e larvas planctónicas ou bentónicas, ou mesmo nidação e cuidados parentais.

Referencia
 http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%A9cton

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Plâncton

O Plâncton é formado por organismos uni ou pluricelulares, em sua grande maioria microscópica, que flutuam com pouca capacidade de locomoção nos oceanos e mares, na superfície de águas salobras, doces ou lagos. Alguns invertebrados, as medusas e o Krill são exemplos de plânctons macroscópicos, ou seja, podem ser vistos a olho nu. O plâncton é a base da cadeia alimentar do ecossistema aquático.
Plâncton é uma palavra de origem grega (plagktós), que significa errante. O fato dos plânctons não terem um efetivo poder de locomoção, ou seja, de flutuarem à deriva pelas águas, portanto de forma “errante”, justifica seu nome.
O plâncton pode ser classificado da seguinte forma (Yoneda, 1999):
O plâncton é encontrado, geralmente, na zona costeira de mares e oceanos, a alguns metros da superfície. Via de regra, formam camadas que podem ter quilômetros de comprimento, mas geralmente têm apenas alguns metros de espessura. A forma como as camadas de plânctons são formadas e qual a função de tais camadas era um mistério até a publicação dos resultados da pesquisa de Roman Stocker , William M. Durham e John O. Kessler na revista Science.
Segundo Fountain (2009), citando os resultados dessa pesquisa, “os organismos unicelulares tendem a se deslocar em direção à superfície durante o dia, e para o fundo à noite. Se a água está parada, eles apenas vão para cima e para baixo”. No entanto, sob as forças das correntes marítimas, os plânctons tendem a se deslocar em uma direção inclinada, ou em casos de correntes mais fortes, tendem a cair e girar. Segundo Fountain (2009), os resultados da pesquisa indicam que “por não estar mais se deslocando para cima, o plâncton caindo fica preso nessa fronteira, unido-se a mais e mais plânctons à medida que eles vão para cima e para dentro da zona”.
Estudos recentes indicam a importância do plâncton  (especificamente do fitoplâncton) na captação de gás carbônico da atmosfera  e na produção de oxigênio. Segundo tais pesquisas, o plâncton é a maior fonte de oxigênio, responsável pela maior parte do mesmo na atmosfera. Porém, essa diversidade é extremamente sensível a mudanças ambientais, como poluição e variações de temperatura nos mares e oceanos.

Imagens de um plâncton


   


Referências:
FOUNTAIN, Henry. Pesquisadores desvendam formação de camadas de plâncton nos mares. Disponível em: Acesso em 16 fev. 2010.
YONEDA, N. T. Plâncton. Disponível em: <http://www.anp.gov.br/brasil-rounds/round8/round8/guias_r8/perfuracao_r8/%C3%81reas_Priorit%C3%A1rias/pl%C3%A2ncton.pdf> Acesso em 16 fev. 2010.